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QUEIROZ LANÇA CLIPE "HOMEM DE LATA"
MÚSICA JÁ É SUCESSO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O rapper Marcos Queiroz, mais conhecido como Queiroz DC, lança hoje o clipe da canção Homem de Lata, que tem alcançado sucesso nas plataformas digitais.

 

Nascido e criado em Campinas, interior de São Paulo, começou na música aos 18 anos. Hoje, com 35 anos, acumula experiência de sobra tanto no rap quanto no rock, especialmente o hardcore, bem explícita nas letras que tratam de assuntos como sociedade e política. Nas palavras do artista "...eu não consigo escrever o amor, eu consigo escrever o que me revolta".

Entrevistamos Queiroz por ocasião do lançamento do clipe, acompanhem abaixo:

M: Você está lançando o clipe da canção Homem de Lata, que pelo que vi está indo muito bem nas plataformas de streaming. Como você encara esse momento de lançamento no fim da pandemia, ou pelo menos o que achamos estar no fim?

Q: Esperamos que essa tragédia esteja de fato chegando ao fim. Na pandemia vários artistas produziram muita coisa em meio ao caos. Nossas cabeças estão sempre a milhão e foi aí que surgiu o Homem de Lata. Confesso que fiquei surpreso com a quantidade de acessos ao som, mas compreensível também, já que a música trata das nossas dificuldades diárias e ao mesmo tempo fala sobre a vitória sobre tudo.

M: O Homem de Lata é um nome conhecido, você mesmo cita a relação com O Mágico de Oz no começo da música. Qual é a essência que vc quis captar para se inspirar nesse personagem? 

Q: Começei a escrever exatamente sobre essa falta de empatia que as pessoas vem sendo alimentadas, uma ideologia de ódio, e até que ponto realmente eu não faço parte disso. Será que eu poderia fazer melhor?Vemos hoje o verdadeiro chorume escorrendo de Brasília, o que dá coragem para que os covardes continuem a espalhar a violência física e social.

 

M: Como você avalia a produção de músicas durante a pandemia, ouviu coisas novas? 

Q: Eu sempre ouvi de tudo mesmo, música não é só rap ou rock, aliás quanto mais diferente mais me atrai. Andei conhecendo alguns artistas mais novos, principalmente o pessoal do trap. Acho interessante mesclar o passado com o atual, vi coisas que não descem e coisas surpreendentes, e assim segue o baile. Torço pra mulecada, independente de estilo. Desejo a vitória deles pela arte, já que pela educação nesse país vai ser uma parada muito difícil... estamos num processo degenerativo das conquistas dos mais humildes.

M: Tem previsão de lançar um álbum completo? Como está essa questão?

Q: Eu tenho um projeto já em andamento, mas quem é artistas independente tá ligado qual é o tamanho da dificuldade para o planos saírem do papel. Imagino que no início de de 2022 consiga concretiza. Convidei alguns artistas aqui da 019 (região de Campinas) e provavelmente será meu último trabalho, mas quero fechar com chave de ouro. Realmente o play tá ficando bacana até agora, tenho duas faixas em andamento e quero produzir mais quatro para esse disco.

 

M: Em quais artistas e/ou personalidades você se inspira, quem são suas referências? 

Q: Eu posso dizer que Sistema Negro, Muzzarelas, Racionais, Nação Zumbi e Charlie Brown Jr. foram quem me influenciaram quando começei, há 17 anos. Hoje em dia acompanho muito o trabalho do Djonga e do Febem, são uns manos da nova geração que escuto bastante.

 

M: Como você encara esse momento crítico que o Brasil está passando? Como isso te afeta? 

Q: A gente que tá acostumado a apanhar não cai fácil né, mas realmente eu vejo um retrocesso gigantesco, vejo a molecada perdendo a esperança em trabalhar e estudar... digo isso porque convivo e vejo o desemprego empurrando os moleques pro precipício, não temos expectativas de melhorias, dificuldades na alimentação, enfim. Felizmente eu e minha família ainda estamos conseguindo segurar a onda, claro que já tivemos tempos bem melhores e torço para que as coisas melhorem. Enquanto isso, vamos mostrando nossa indiguinação e repúdio a esse governo bizarro.

 

M: Tem planos de projetos futuros?

Q: Além do último disco, que é um projeto a curto prazo, andei pensando em retomar a produção de eventos e talvez abrir um novo bar. Eu tinha jurado pra mim mesmo que não abriria outro, porém já estou com saudade  daquela loucura!

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Da redação mutante em 22/10/21

Foto: divulgação

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Foto: divulgação

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