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CRASSO SINESTÉSICO LANÇA EP "NUBLADO"
NOVO TRABALHO JÁ ESTÁ DISPONÍVEL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Crasso Sinestésico sempre me soou um projeto sobretudo experimental e a nova parceria que, além de carismática é ambiciosa, torna o terreno fértil para expressar particularidades e ainda construir identidades mais sólidas. O que não falta nesse EP são boas marcações.

A nova formação cria, com potencial lisérgico, um caminho entre gêneros e encontra linguagens comuns. O peso de efeitos que remetem a sintetizadores são a favor da intensidade que todo o beat sustenta. A bateria serve como transmissor para letras mais intimistas e sonoramente, tudo se desafia. A roupagem é interessante e simples. O encontro é melodioso e a unidade é certeira.

Explorando angústias do nosso tempo, as cinco músicas constroem um repertório cheio de minúcias e camadas.

Em “Golem”, o sonho da casa própria se dissolve na distopia e na entropia que também é sentida em backing vocals suplicantes. A cúpula do prato chega marcando a guitarra mais linear do EP e a lírica nos anuncia o que há por vir.

“Maniqueísmo e Outras Pegadas” é sobre a dualidade em respirar, suplicar, insistir e desistir. Em uma sonoridade vibrante, os pedais flutuam e cortam a atmosfera, apesar da repetição. É o som com mais pratos soltos e a métrica mais incomum. Soa sujo, cru e potente.

Em “Estruturas Não Descem as Ruas”, a bateria parece acompanhar acordes talhantes e mais dissonantes da guitarra, mas ainda marcar outro tempo. A presença do chimbau bem acentuado e a constância dos efeitos traz influências que esbarram em bandas como Mahmed (RN), Warpaint (LA), Polara (SP) e Polvo (NC).

 

O contratempo em “Vita Brevis” é hipnotizante, mas energético. O timbre aberto da caixa conversa com o phaser das cordas e acalenta o sentimento de despedida presente em todo o som. Os vocais extras pincelam mais um pouco de melancolia.

 

A faixa instrumental “Luz” impulsiona sintetizadores mais cortantes e rememora encontros, mesmo que esfarelados. O mesmo beat na bateria, marcado pelo surdo, não nos deixa esquecer o diálogo entre os instrumentos e a sutileza da sinestesia.

 

Crasso Sinestésico é:

Diego Fernandes (Vocal e Guitarra)

Helder Vilhena (Bateria e vocal)

 

Ouça aqui: https://onerpm.link/447587502472

Conheça mais: https://linktr.ee/crassosinestesico

 

***TEXTO POR ISABELA MENDES

 

Da redação mutante em 28/12/21

Foto: divulgação

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Foto: divulgação

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