Artista, veículo e público: os pilares mutantes do underground

Salve, salve!

No ar o blog da Mutante Rádio, um espaço para você acompanhar o corre dos artistas independentes e combatentes, aqui na casa do underground!

Um grande amigo meu e ávido fomentador da cena alternativa, o Paulo Brazil, já dizia: “ser independente depende de muita gente”. Paradoxo, porém tão real como o corre desses artistas. O fato é que é embaçado fazer arte – seja ela qual for -, nesse distópico Brasil da terceira década, do terceiro milênio. Como na saga do Rato Herman (literatura do genial Mario Sergio Ribeiro), promover cultura virou coisa subversiva aos olhos dos inquisidores no poder. Que sejamos subversivos então!
No capitalismo contemporâneo, divulgar um trampo é tarefa difícil. Coisa de guerrilha! As redes, que são tudo, menos sociais, boicotam a entrega de posts, entregam só o meme. O algoritmo do caos breca o progresso e entrega a desgraça, leigo engano achar que é aleatório. É premeditado, porra!
Se é difícil fazer arte, se é quase impossível divulgar arte, o que nos restas? Como saída, sempre teremos o “Nóis por nóis”, desse modo pode crê que quebramos a banca, ou melhor, o algoritmo, e podemos ditar nosso próprio ritmo.
Uma ferramenta crucial para isso é esse espaço aqui na Mutante Rádio. E falando especificamente do Blog Mutante, onde faremos nossa comunicação, como se a web fosse nosso poste para colarnos nossos cartazes, como nas antigas, com a diferença que agora o mundo é nossa rua.
E quando sua banda estiver em um post aqui, alestre a publicação, de fato a torne pública. E quando quando sua banda não estiver, faça a mesma coisa e mais: comente, curte e compartilhe como se fosse um texto sobre seu corre!
Então, ser independente depende de muita gente, e no caso de nós fazedores de arte, propagadores de cultura, depende de nós. É o nóis por nóis! Ou seja, nós dependemos de nós! E quando o jogo está em nossas mãos, basta conduzi-lo ao nosso modo. Da forma que nos é conveniente, da forma que o underground merece!
A cena possui três pilares: fazedor de arte, veículo e público. Mesmo com os desafios à lá Brasil, fazemos nosso som, clips, filmes, livros, desenhos, artesanatos e rangos. A Mutante, como vários outros meios, é o veículo – também agora com nosso blog – e leva até você a arte feita. Por fim, temos o público como terceiro pilar, quem vai consumir, curtir e fomentar a a arte feita e entregue pelos veículos. O público é a parte mais sensível dessa cadeia, porém deveria ser aquela que mais facilmente faria sua parte nesse processo: curtir.
No nosso meio, o submundo da música, as sarjetas sonoras, o wonderground, a criação e divulgação artística depende única e exclusivamente do público fiel, que ama a amável sujeira.
Por mais que os artistas e criadores de conteúdo não visem a fama ou as cifras, precisam pagar suas contas, horas de estúdio, investimento em equipamentos e qualificação e por isso (só por isso) é importante e esse pilar chamado público.
Artistas e veículos podem se converter em público a qualquer estante, e devem. Do contrário já é mais difícil, mas não impossível. Então temos que abusar desse poder mutante de se transformar em público e consumir material dos nossos.
Só assim a gente chega lá!

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Aopa!

Bão, chefia?Estreia da coluna aqui na MUTANTE.Prazer, meu nome é Mário Mariones.Por aqui você vai curtir textos sobre arte, cultura, curtição e piração.Serão esenhas de